CURSOS LIVRES DE MÚSICA

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domingo, 2 de agosto de 2015

Mesmo depois de 40 anos, “Sabotage” ainda causa calafrios na alma

Fonte: r-tadeu | Na Mira do Regis


O ano foi 1975. O local foi uma das duas lojas de discos que havia em um bairro próximo da minha casa. O choque foi intenso. Muito negativo.


Que raio de capa era aquela? Como uma de minhas bandas favoritas ousava estampar em seu novo álbum uma foto horrorosa daquela? Onde os caras estavam com a cabeça? Sim, eu sabia que, com exceções da mítica imagem da bruxa esverdeada naquela paisagem lúgubre estampada no álbum de estreia e na belíssima imagem demoníaca presente no maravilhoso Sabbath Bloody Sabbath, o Black Sabbath não era um dos grupos que primavam pela ousadia e beleza em suas capas – a capa de Paranoid era incompreensível, a do Master of Reality era de chorar de tão ruim e a do Vol.4 pelo menos tinha as imagens dos caras tocando dentro da capa dupla e no encarte em forma de pôster para compensar a pobreza da capa propriamente dita -, mas o que estampava o Sabotage era de fazer o c.. cair da bunda!


Comprei o disco com a relutância de quem, aos 15 anos de idade, ainda se deixava influenciar pela arte gráfica de um LP. Nem quis saber de pegar o ônibus de volta para casa. Fui andando, pensando se deveria ter esperado um de meus amigos comprar o LP para sacar se eu mesmo deveria ter um disco com uma capa horrenda daquelas. Porra, o Bill Ward parecia aquela irmã mocréia do seu melhor amigo que todo mundo sentia nojo só em pensar em ganhar um beijo do “trubufú”.


Ao chegar em casa, ganhei o sempre bem vindo e caloroso beijo de minha mãezinha – a inesquecível “Dona Irene” – e subi rapidamente para o meu quarto para, ansiosamente, descobrir se eu não tinha gasto à toa o meu suado dinheirinho. Fechei a porta, pus o LP na vitrola e…


Juro por Deus: por um momento, achei que toda a luz do Universo havia sido tragada para dentro dos sulcos do LP. Quando a banda entrou de sopetão, sem aviso, em uma descarga sônica chamada “Hole in te Sky”, não pude deixar de abrir um grande sorriso por ter percebido que meu dinheiro não havia sido gasto em vão. Mesmo que as outras faixas fossem uma merda – o que eu duvidava -, só aquela canção valeria a aquisição do LP. Seu final abrupto me causou certa surpresa, assim como a entrada de um violão, tocado em um volume quase inaudível, cujo tema tinha o título de “Don’t Start (Too Late)”, um sozinho tranquilo e relaxante, novamente interrompido de modo abrupto por… por…


Olha, até hoje não consegui entender o que senti quando Tony Iommi entrou com o inacreditável riff de “Sympton of the Universe”. Se antes havia a escuridão em meu quarto, naquele momento toda a Via Láctea parecia ter sido consumida para o interior de buraco negro. Eu sequer conseguia respirar! Meu cérebro começou a escorrer pelas orelhas com a consistência de um milkshake enquanto eu sacudia o meu corpo como se fosse um diabo da Tasmânia epilético. Só parei quando a canção, em sua porção final, mergulhou em uma “planície” acústica, quase jazzy, deixando-me tão desconcertado quanto um evangélico jogado subitamente no meio de uma suruba.


A sensação lúgubre surgiu novamente com a longa e assustadora “Megalomania”, até que uns três minutos depois de seu início, surge um daqueles riffs magistrais de Iommi, seguido pelo “gorduroso” baixo de Geezer Butler e da bateria sempre trovejante de Ward, tudo para oferecer suporte a uma das mais espetaculares linhas vocais de todos os tempos. Assim como havia acontecido no álbum anterior, Sabbath Bloody Sabbath, Ozzy estava cantando melhor do que nunca, em uma tonalidade bem mais alta do que aquela gravada nos trabalhos anteriores - não foi à toa que na triunfal volta do grupo na turnê do álbum 13 nenhuma canção destes dois discos foi incluída no repertório.


Ainda sem qualquer domínio sobre a minha própria excitação, virei o disco e pus para tocar o lado B. Todos os poucos pelos de meu corpo adolescente levantaram como plataformas marítimas assim que “The Thrill of It All” começou a tocar. Quando a canção pára de repente para entrar novamente um daqueles riffs inacreditáveis de Iommi e Ozzy solta o “yeah” mais tenebroso de todos os tempos, tive a sensação de caminhar com o corpo curvado para trás e subir desta forma pelas paredes, anos antes de Linda Blair fazer o mesmo no filme O Exorcista. Só cai dali quando a música mudou para uma estrutura hard rock quase “feliz”, desconcertando ainda mais o pouco que restava de meu cérebro. 


Na sequência veio a igualmente assustadora e lírica “Supertzar”, sem Ozzy, pontuada por um coral magistral e imponente, um tema que parecia ter sido composto por Rick Wakeman para o seu Journey to the Center of the Earth, seguida por “Am I Going Insane (Radio)”, uma canção que Ozzy começou cantando com uma influência hispânica na melodia de voz, desaguando então em um refrão que ficou meses grudado na minha cabeça. Demorei décadas para descobrir que o “radio” do subtítulo era uma gíria inglesa endereçada a quem era meio débil mental e que as risadas e choros macabros no final eram, respectivamente, de um amigo australiano da banda e da filha de Ozzy, Jessica. Tudo gravado em velocidade reduzida para provocar calafrios no ouvinte e prepará-los para a tenebrosa e última faixa do álbum…

Os mais de oito minutos de “The Writ” começavam com a insinuação de que a canção era uma prima mais agressiva de “Hand of Doom”, do Paranoid, só que esbanjando variações de dinâmicas e melodias de uma maneira brilhante e explicitamente sofrida, principalmente na letra, que retratava os inesgotáveis problemas jurídicos e administrativos da banda naqueles tempos, algo que nenhum de nós imaginava.


Quatro décadas depois, ouço o disco mais uma vez para escrever este artigo e me surpreendo ao sentir as mesmas sensações do passado. Que beleza é ser um velho e ainda se emocionar com uma obra prima como se o tempo não significasse nada…

domingo, 26 de julho de 2015

Há 40 anos, David Bowie caía na discoteca

Fonte: R7

A plateia que foi aos shows de David Bowie na América do Norte, no fim de 1974, deve ter levado um susto: no lugar dos cenários imensos e da banda de “rock” que Bowie trouxera alguns meses antes, quando gravara o disco “David Live”, o camaleão aparecia agora ladeado por um grupo de músicos desconhecidos.

Ou melhor: desconhecidos para aquela plateia, roqueira e branca. Pra quem acompanhava a música black americana, aqueles músicos eram alguns dos maiores da época: Luther Vandross, cantor que gravara com Diana Ross, Donna Summer e Roberta Flack; Carlos Alomar, guitarrista da banda de James Brown; Andy Newmark, baterista de Sly and the Family Stone, e David Sanborn, extraordinário saxofonista que gravara com Stevie Wonder, Gil Evans e Todd Rundgren. Um timaço.
Na virada de 1974 para 1975, Bowie estava em meio a uma de suas maiores transformações sonoras e estéticas. Ele deixava de lado o pré-punk cru de “Diamond Dogs” (1974) e embarcava em sua viagem pela soul music, que culminaria no disco “Young Americans”, de 1975.
Naquela época, três coisas obcecavam David Bowie: cocaína, ocultismo e discoteca.
A primeira, ele consumia em quantidades industriais. Basta ver sua aparência cadavérica nos dois vídeos que ilustram esse texto. Naquela época o cantor passava dias acordado, sem comer nada exceto um suplemento alimentar que seu staff praticamente o forçava a ingerir.
O ocultismo era uma paixão antiga de Bowie. Em 1974, teve vários encontros com Jimmy Page e o cineasta Kenneth Anger, estudiosos da obra do bruxo inglês Aleister Crowley. Bowie passava dias trancado em quartos de hotel, memorizando escritos de Crowley, cheirando mais que um tamanduá e desenhando pentagramas nas paredes. Em 1976, faria um disco inteiramente inspirado em Crowley: “Station to Station”.
Já a música negra americana, de que Bowie sempre gostara, entrou com tudo em sua alma quando ele ouviu os primeiros lançamentos da gravadora Philadelphia International (PIR), chefiada pela dupla Gamble & Huff - Kenny Gamble e Leon Huff (leia aqui um texto que fiz no blog sobre a PIR). Bowie morou um tempo em Nova York e fazia visitas periódicas ao Apollo Theatre, no Harlem, onde viu show de James Brown,Curtis Mayfield, e de artistas docast da PIR, como Teddy Pendergrass, Billy Paul, The O’Jays e Archie Bell and the Drells.
Tão empolgado ficou Bowie pelo som limpo, elegante e festivo da PIR, que montou a tal superbanda com Alomar, Vandross, Newmark e outros, levou todos para a Filadélfia e reservou semanas no Sigma Sound, estúdio onde gravavam os grupos do selo. O resultado foi “Young Americans”, seu nono álbum de estúdio.

Para os fãs de Bowie, que tinham acabado de ouvir o abrasivo e distópico “Diamond Dogs”, cheio de previsões apocalípticas e visões orwellianas, foi um choque vê-lo de terno, cantando soul music. Era mais uma prova de que a cabeça de Bowie estava sempre alguns anos à frente do gosto de seu público. Os fãs demoraram a perceber que “Diamond Dogs” era, na verdade, o encerramento do ciclo glam-pré-punk de Bowie, iniciado em 1972 com “Ziggy Stardust”.
O novo Bowie era um bandleader à moda antiga, um crooner que reciclava as tradições dablack music americana e não estava mais interessado em ver o mundo pegar fogo, mas em narrar, da forma sempre críptica e enigmática de suas letras, o caos dos anos 70.
Leia qualquer análise das letras e temas de “Young Americans” e você verá uma confusão de teorias e ideias. Só Bowie sabe, ao certo, sobre o que estava escrevendo. Dá para perceber os ataques a Nixon (em “Somebody Up There Likes Me”) e "Fascination”, reza a lenda, foi inspirado em seu interesse por hipnose. Mas o disco não tem um tema central, como “Diamond Dogs”.
Quer dizer, não tinha um tema, até Bowie encontrar John Lennon em Nova York, entrar no Electric Lady Studios e gravar mais duas faixas: um cover meio sem graça de “Across the Universe”, dos Beatles, e uma canção disco chamada “Fame”.
A letra era uma tirada raivosa contra seu então agente, Tony De Fries, com quem Bowie tinha acabado de romper, e a sonoridade misturava elementos de diversos sucessos dablack music, como “Footstompin’” (The Flairs), “Hollywood Swinging’” (Kool & the Gang), “The Payback”, de James Brown e “Do It (Til You’re Satisfied”), do B.T. Express.
“Fame” foi um estouro. O compacto foi o primeiro de Bowie a chegar ao topo da parada norte-americana. A vendagem de “Young Americans” só seria superada, oito anos depois, por “Let’s Dance”, até hoje o disco mais vendido da carreira do camaleão.
Tão grande foi o sucesso de “Fame” - e tão forte seu refrão - que, até hoje, muita gente considera “Young Americans” uma sátira ao culto a celebridades, quando o disco é bem mais rico e complexo que isso.
E quão insanas foram as gravações? Basta dizer que, cinco anos depois, o guitarrista Earl Slick foi tocar no álbum “Double Fantasy”, de John Lennon, e se surpreendeu quando entrou no estúdio e o ex-Beatle disse: “Que bom te ver de novo, Earl!”. Earl respondeu: “Mas onde diabos nos conhecemos?”, e Lennon respondeu: “Ora, naquela sessão de ‘Fame’, com o David”.
Slick simplesmente não lembrava ter gravado “Fame”.

sábado, 25 de julho de 2015

ACHA A MÚSICA POP ATUAL UM LIXO? AGRADEÇA A ESSE CARA…

fonte: R7

dr. luke pr 2012 l ACHA A MÚSICA POP ATUAL UM LIXO? AGRADEÇA A ESSE CARA...
Você provavelmente nunca ouviu falar de Lukasz Sebastian Gottwald, também conhecido por Dr. Luke. Mas certamente já ouviu suas músicas.
Ele foi responsável por alguns dos maiores sucessos das carreiras de Britney Spears, Shakira, Katy Perry, Miley Cyrus, Flo Rida, Rihanna, Kesha, Kelly Clarkson, Pink, Kelis, e muitos e muitos outros nomes famosos do pop atual.
Nos últimos dez anos, Dr. Luke, 41, só teve um rival à altura em número de músicas no topo da parada da “Billboard”: seu mentor e parceiro, o sueco Max Martin (Backstreet Boys, Taylor Swift, Kelly Clarkson, Maroon 5, Britney).
No fim de 2014, Martin emplacou sua 18ª música no número 1 da “Billboard”: “Shake It Off”, de Taylor Swift. Isso o tornou o terceiro compositor com mais “números 1” da história, atrás apenas de Paul McCartney (32) e John Lennon (26) e à frente de Michael Jackson, Elton John e Stevie Wonder.
Já Dr. Luke, como produtor, tem 16 músicas que lideraram as paradas da “Billboard”, o que o torna o segundo nome de maior sucesso da história, atrás apenas de George Martin, produtor dos Beatles, com 23.
O sucesso de Dr. Luke pode ser explicado de uma maneira muito simples: ele faz exatamente o que seu público-alvo quer.
Esse público-alvo é o jovem de 14 a 22 anos, que começou a consumir música numa era em que CDs já eram obsoletos, só ouve “singles” e nunca discos inteiros, ouve música em fones de ouvido e tem uma capacidade de atenção menor que a de um peixe de aquário (segundo estudos recentes publicados pelo Centro Nacional de Biotecnologia dos EUA, a capacidade de atenção – o tempo em que a pessoa consegue se concentrar em algo até ter a atenção desviada para outra coisa – caiu de 12 segundos em 2003 para oito segundos em 2013, um segundo a menos que o "attention span" de um peixe).
Ou seja: a música de Dr. Luke precisa ter um “hook” (“gancho”) a cada sete ou oito segundos, uma qualidade sonora ribombante, para soar grandiosa em fones de ouvido (daí o uso excessivo de compressão), e não pode perder tempo até chegar ao refrão. Dr. Luke diz ser fã do tecnopop dos anos 80 de Duran Duran e Tears for Fears, mas acha que essas bandas tinham um defeito grave: “Elas demoravam muito a chegar ao refrão”.
A revista “The New Yorker” fez um perfil interessante de Dr. Luke (leia aqui). Ele foi um adolescente problemático e chegou a vender drogas. Começou a tocar guitarra em conservatórios e foi guitarrista da banda do programa de TV “Saturday Night Live”.
Mas sua vida mudou depois de conhecer o sueco Max Martin, que lhe ensinou os segredos para produzir uma canção de sucesso. Luke aprimorou uma técnica quase matemática de composição e produção, que inclui tabelas com os intervalos entre versos e refrães e uma maneira peculiar de escrever letras, em que essas não precisam, necessariamente, fazer sentido, contanto que todos os versos tenham não só o mesmo número de sílabas, mas uma cadência idêntica em todas as frases.
A técnica é extremamente eficaz, especialmente numa época em que o analfabetismo funcional do público chegou a níveis alarmantes. Basicamente, as pessoas leem e ouvem frases e podem decorá-las e reproduzi-las, mesmo que não façam sentido algum. Aliás, é até melhor que não façam sentido. Dá menos trabalho.
As músicas tampouco devem ter introduções longas, ou até abrir mão de introduções e já começar com um vocal.
Antigamente, as músicas pop tinham introduções mais longas, para que os DJs de rádio pudessem falar por cima delas e anunciar as canções. Hoje isso acabou. Uma recente matéria do jornal “The Wall Street Journal” mostra que, de 25 canções do topo da parada pop, apenas quatro tinham uma introdução maior que dez segundos, e oito nem introdução tinham. Já começavam com o vocal.
A técnica de Dr. Luke para criar astros envolve o controle total sobre suas carreiras. Quem acha que ele, enquanto produtor, trabalha para artistas como Kesha e Katy Perry está equivocado. Elas é que trabalham para ele. Literalmente. Luke contratou as duas, decide o que elas vão gravar e como vão gravar, e ganha um percentual sobre tudo que elas faturam.
Ano passado, Kesha anunciou que iria gravar um disco com o Flaming Lips. Dr. Luke não deixou, e o projeto foi abortado. No fim de 2014, Kesha processou Dr. Luke, acusando-o de abuso sexual. Ele a processou de volta, dizendo que a acusação era só uma desculpa para ela tentar anular seu contrato.
O esquema de divulgação das produções de Dr. Luke é, ao mesmo tempo, simples e poderoso. Assim que termina de produzir uma faixa, ele manda um link da canção para seus artistas e pede que esses tuítem as músicas uns dos outros.
Considerando que Katy Perry tem 68 milhões de seguidores no Twitter, Rihanna tem 43 milhões e Britney tem 41 milhões, além de Pink (27 milhões), Kelly Clarkson (17 milhões), Miley Cyrus (20 milhões) e outras, isso significa que a canção será ouvida, simultaneamente, por centenas de milhões de pessoas. Deve ser o esquema de divulgação mais poderoso e fulminante da história da música.
O futuro da música chegou e se chama Dr. Luke. Conforme-se.

domingo, 21 de junho de 2015

Cem anos de Les Paul

Pode aplaudir o centenário de Les Paul, o guitarrista e genial inventor que mudou a música - para melhor

Fonte: Na mira do Regis 






Este mês de junho é especial para quem realmente gosta de música. Devemos comemorar – e muito! – o centenário do nascimento de um dos maiores gênios musicais que este planeta já teve a honra de hospedar. Ele se tornou um brilhante guitarrista de jazz e country, e acabou formando um duo com a esposa e cantora Mary Ford, mas a sua história envolve detalhes muito mais saborosos e revolucionários.
Desde cedo Les Paul mostrou que era um garoto diferenciado. Além de já tocar guitarra muito bem com quinze anos de idade, ele foi um dos primeiros a tentar solucionar um problema até então crônico para qualquer instrumentista nos anos 30: como se fazer ouvir com mais nitidez no meio de uma orquestra? E ele conseguiu isto tratando de construir a primeira guitarra de corpo sólido, um experimento tão sensacional que a então já poderosa empresa Gibson comprou os direitos de fabricação e botou o nome de seu criador no instrumento. Quem nunca ouviu falar da lendária Gibson Les Paul?

E não parou por ali. É dele também a invenção do sistema de gravação multipista, pelo qual se consegue sobrepor várias gravações umas sobre as outras. Les Paul criou um gravador multicanal que permitia que os instrumentistas gravassem sons diferentes em uma mesma música, sem a necessidade de todos os envolvidos estarem tocando juntos em uma mesma sala no estúdio – o que chamamos hoje em dia de “overdub”. E isto valia também para a voz, ou seja, os cantores passaram então a poder gravar várias vozes simultaneamente, harmonizando consigo mesmos. Coisa de gênio!
Coloquei abaixo vídeos em que o genial guitarrista e inventor explicou a sua criação e exibiu sua técnica como guitarrista. Se estivesse vivo, ele teria completado cem anos este mês, mais precisamente no dia 9 – e acredite: ele continuou tocando até o fim de sua vida! Pode levantar e bater palmas: se não fosse por Les Paul, estaríamos ouvindo música e sons em geral de uma maneira completamente diferente e primitiva.


https://youtu.be/rITJyZVTfy4
https://youtu.be/7iGXP_UBog4
https://youtu.be/sFpkWBoRVHU
https://youtu.be/oNENAklQHOY

sábado, 20 de junho de 2015

Duda Neves - 50 anos de baquetadas

Olá, meu amigo, tudo bem com você?

Este ano, renomeado mundialmente, baterista brasileiro, Eduardo Augusto Neves ou, simplesmente, Duda Neves completa 50 anos de muita baquetada!!!!!


Este paulistano tem um curriculum invejável. Já esteve no palco com Simone, Jorge Benjor, Edu Lobo, Arrigo Barnabé, Fábio Jr., Tim Maia, Don Salvador, Charlie Rouse e Naná Vasconcelos, Marcio Motarroios, entre vários outros artistas.

Um cara antenado às cousas humanitárias, em 1998, realizou o maior solo de bateria do mundo com 12 horas de duração como protesto contra a exclusão da disciplina Música no ensino escolar e também contra a situação do músico brasileiro, que entrou para o "Guinness Book".

É também um desbravador, pioneiro nas tão famosas "vídeo-aulas", febre nos anos 90 e 2000. Ele foi o primeiro a fazer este tipo de atividade educacional. Tem ao todo 6 títulos. 

Lançou os LPs "Urucum" (1990) e "Tempo bom" (1992), o CD "Crash" (1995), uma compilação dos dois trabalhos anteriores, e o CD "Temporal" (1998), este último com uma faixa multimídia, contendo um video com uma performance do instrumentista. De sua discografia, constam ainda participações em discos de Lucho Gatica, Kiko Zambianchi, Cida Moreyra, Nico Assumpção, Marlui Miranda, Arrigo Barnabé, Vania Bastos, Macalé, José Miguel Wisnik, Ná Ozetti e Duofel, entre vários outros artistas.

Foi apontado como um dos melhores bateristas do mundo, pela revista francesa "Jazz Hot," por seu trabalho no disco "Tubarões Voadores", de Arrigo Barnabé, em 1990, e eleito pelos críticos e leitores da revista "Bizz" como um de nossos melhores instrumentistas, em 1992.

Em 1999 e 2000, assinou a direção musical do programa "Sãos e Salvos" (TV Cultura).

Ainda em 2000, compôs trilhas para o site Bad Boy e a TV Primeira Mão. Nesse mesmo ano, musicou os jingles para TV dos produtos MM´s e Colírios Claril, entre outros.


Discografia

(s/d.) Brazilian Jazz
(1999) Adriana Capparelli
(1999) Guiga Reis
(1999) Manolo Otelo
(1998) Temporal • CD
(1997) Davilson Assis Brasil
(1996) Duofel • CD
(1996) Madana Mohana
(1996) Rock Paulista III
(1995) Crash • CD
(1995) O seu dom
(1995) Ná • Núcleo Contemporâneo • CD
(1995) Rock Paulista II
(1995) Pearl • CD
(1994) Kee Sato
(1994) Rock Paulista I
(1994) Marco Bosco
(1992) Tempo bom • LP
(1992) José Miguel Wisnik • Camerati • CD
(1992) Chico Bezerra
(1992) Parque Cósmico
(1992) Cantando Caetano • Columbia • CD
(1990) Urucum • LP
(1990) Ninho de sonhos • Eldorado
(1990) Pati
(1990) Tudo ficou pra trás • Esfinge • LP
(1990) Vânia Bastos • Eldorado • LP
(1988) Cida Moreira interpreta Brecht • Continental • LP
(1988) Ná Ozzetti • Continental • LP
(1988) Luni
(1987) Poeira e canto
(1987) Eterna viagem
(1987) Vera Neghri • 3M • LP
(1987) 4 Batutas & 1 Coringa • Continental • LP
(1986) Tateando a cidade
(1986) Cambalacho
(1986) La Nave Va
(1986) Cida Moreyra • Continental • LP
(1986) Vania Bastos • Copacabana • LP
(1984) Terra e mar • LP
(1984) Sonora garoa • Barclay • LP
(1984) Tubarões voadores • Ariola
(1984) Viagens e versos • Eldorado • LP
(1983) Um piano ao cair da tarde
(1983) Janete
(1983) Rabo de peixe
(1983) Eliane
(1983) Neuzinha Brizola • Som Livre • LP
(1983) Harmony Cats • RGE • LP
(1983) Abolerado Blues • Lira Paulistana/Continental • LP
(1981) Summertime • Áudio Patrulha/Lira Paulistana • LP
(1981) Nico Assumpção • Independente • LP
(1981) Revivência • Memória • LP
(1981) Seu Abelardo • Continental • Compacto simples
(1979) Senior Amor
(1979) Kiko Zambianchi
(1978) Noites vazias
(1978) Mark Davis
(1971) Festival Alto de Pinheiros

segunda-feira, 25 de maio de 2015

MÁRCIO MONTARROYOS - trompetista de mão cheia

O trompetista brasileiro MÁRCIO MONTARROYOS iniciou seus estudos piano e música clássica antes de se dedicar ao trompete e ao jazz. Entre 1968 e 1969, fez parte do conjunto A Turma da Pilantragem, ao lado dos instrumentistas Zé Roberto Bertrami, Alexandre Malheiros, Vitor Manga, Fredera e Ion Muniz, e das cantoras Regininha, Malu Balona e Dorinha Tapajós. Com o grupo, gravou três LPs. Nos anos 70, foi estudar jazz na afamada Berklee College of Music, nos Estados Unidos. De volta ao Brasil, passou a se apresentar em shows e casas noturnas, voltando com frequência aos EUA para participar de apresentações e gravações. Foi sempre considerado um virtuose em seu instrumento e um dos principais expoentes da música instrumental brasileira.

Em 1973, regravou a canção Carinhoso, de autoria do grande compositor brasileiro Pixinguinha, que foi tema principal da trilha sonora da telenovela Carinhoso, exibida pela Rede Globo no mesmo ano. Compôs trilhas sonoras diversas para TV e cinema, e assinou temas e arranjos para minisséries, como A Máfia no Brasil, e filmes, como Luar sobre Parador e Orfeu.

Em 1979, montou um naipe de sopros nos moldes do grupo norte-americano Tower of Power, ao lado de músicos como Leo Gandelman, Serginho Trombone, Bidinho, Zé Carlos Bigorna e Oberdan Magalhães, com o qual participou dos principais discos de inúmeros artistas da música popular brasileira. Dentre os nomes de peso da música brasileira e internacional com quem realizou gravações e shows, figuram Tom Jobim, Milton Nascimento, Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, para citar apenas alguns.

Márcio Montarroyos faleceu em 12 de dezembro de 2007, aos 59 anos, em sua casa no Rio, vitimado por um câncer de pulmão diagnosticado tardiamente dois meses antes.

Discografia

Sessão Nostalgia (1973)
Stone Alliance (1977)
Trompete Internacional (1981)
Magic Moment (1982)
Carioca (1984)
Samba Solstice (1987)
Terra Mater (1989)
The Congado Celebration (1995)
The Best of Márcio Montarroyos (1997)


fonte: Wikipedia

sábado, 23 de maio de 2015

NICO ASSUMPÇÃO - o nome do contrabaixo brasileiro

Olá meus amigos, tudo bem com vocês?

A partir de hoje, quero falar destes grandes nomes da MÚSICA INSTRUMENTAL BRASILEIRA, feras, que de todas as formas possíveis, colocaram os músicos brasileiros no hall dos melhores do mundo. Hoje quero começar com Nico Assumpção, o nome do contrabaixo brasileiro .

Seu verdadeiro era Antônio Álvaro Assumpção Neto. Nascido em São Paulo, 13 de agosto de 1954 e faleceu de câncer em 20 de janeiro de 2001.

Iniciou seu instrumento desde os dezesseis anos. Foi aluno de Amilton Godoy e Luis Chaves (Zimbo Trio) no CLAM, escola em que também foi professor por dois anos.

Em 1976, aos 22 anos, mudou-se para Nova Iorque a fim de aprofundar seus estudos, e passou a integrar o grupo do pianista Don Salvador e do saxofonista Charlie Rouse o que lhe abriu as portas para tocar com alguns dos mais importantes músicos de Jazz, tais como Fred Hersh, Larry Willis, John Hicks, Steve Slagle, Victor Lewis entre outros.

De volta ao Brasil em 1981, lançou o primeiro disco brasileiro de contrabaixo solo (Nico Assumpção - Selo Independente) e a partir de 1982, já morando no Rio de Janeiro, tornou-se um dos músicos mais requisitados tanto ao vivo como em estúdios, tendo participado da gravação de mais de 400 discos e de um sem número de shows.

Entre suas atuações mais significativas no panorama fonográfico brasileiro, podemos destacar os discos de: Baby do Brasil, Milton Nascimento, João Bosco, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Wagner Tiso, César Camargo Mariano, Nelson Faria, Ricardo Silveira, Gal Costa, Hélio Delmiro, Maria Bethania, Márcio Montarroyos, Raphael Rabello, Edu Lobo, Léo Gandelman, Toninho Horta, Victor Biglione e muitos outros.

No cenário internacional, Nico tocou e gravou com alguns dos mais expressivos e reconhecidos artistas, entre eles: Kenny Barron, Billy Cobham, Larry Coryell, Joe Diorio, Eliane Elias, Ronnie Foster, Frank Gambale, Joe Henderson, Lee Konitz, Michel Legrand, Harvey Mason, Pat Metheny, Airto Moreira, Flora Purim, Ernie Watts, Sadao Watanabe e Phil Woods.

O baixista faleceu aos 47 anos.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Nico_Assumpção

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Bartolomeo Cristofori - o inventor do piano

Hoje, dia 04 de abril, comemoramos o 360º aniversário do italiano Bartolomeo Cristofori (1655-1731), o inventor do PIANO.

Bartolomeo Cristofori di Francesco (Pádua, 4 de maio de 1655 – 27 de janeiro de 1731) foi um fabricante italiano de instrumentos musicais. Fabricante de cravos italiano nascido em Pádua, que na altura pertencia à República de Veneza, é conhecido como o inventor do piano.

Como um construtor de cravos e que desde criança adorava música, queria descobrir um jeito de conseguir maior dinâmica de sons, visto que o cravo não permitia diferenças de dinâmica (intensidade do som) devido ao seu mecanismo de toque. No final do século XVIII o cravo ainda estava no seu apogeu. Com a possibilidade de se poder tocar em vários registos e com a extensão do teclado até às cinco oitavas, tudo se fez para tornar este instrumento no mais completo possível. Só lhe faltava as nuances de fraco e forte tocando, por exemplo, na mesma tecla com mais ou menos intensidade.

Em 1690, mudou-se de Pádua para Florença a convite do príncipe Fernando de Médici, para trabalhar como músico e fabricante de instrumentos musicais da corte toscana. Assim ele tinha seu primeiro projeto feito (1698) e apresentou seu primeiro cravo modificado (1702), e seu primeiro piano nos moldes primitivos dos de hoje (1709).

O novo instrumento foi denominado gravicembalo con piano e forte, expressão que em português se traduziria por cravo com piano e forte, logo simplificada para pianoforte dado possibilitar a execução de sons pianos (fracos) e sons fortes. Por este motivo na Itália, o piano é chamado pianoforte.

Ainda hoje são conhecidos quatro dos seus pianos originais fabricados nos anos seguintes (1710-1711). Mesmo depois da morte do Príncipe Fernando, ocorrida em 1713, Cristofori continuou ao serviço do Grão-Duque, Cosme III de Médici (pai de Fernando), até sua morte, ocorrida em Florença.

fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Bartolomeo_Cristofori

quinta-feira, 26 de março de 2015

Villa-Lobos e as Bachianas Brasileiras

BACHIANAS BRASILEIRAS

Por Fabio Gomes

 O ciclo de nove "Bachianas Brasileiras" é um dos destaques no conjunto da obra de aproximadamente mil músicas de Heitor Villa-Lobos (1887-1959). Ele mesmo afirmava isso. Basta lembrar que duas das peças mais gravadas de Villa-Lobos são desse ciclo: a "Ária (Cantilena)" que abre a "Bachianas Brasileiras nº 5" e a "Tocata (O Trenzinho do Caipira)", quarta parte da "Bachianas Brasileiras nº 2". Sua motivação para compor as obras do ciclo, de acordo com o próprio Villa-Lobos, foram as semelhanças que encontrou entre músicas folclóricas do sertão brasileiro e a obra do alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750).

O contato de Villa-Lobos com as obras de Bach se deu ainda na infância, através do grupo de amigos de seu pai, todos músicos amadores, que tocavam em sua casa.

Villa-Lobos, já adulto, localizou no sertão brasileiro as músicas que, neste ou naquele aspecto (melodia, contraponto, modulação), tinham afinidade com aspectos da obra de Bach.

O biógrafo "C. Paula Barros" conta que "Nas suas Bachianas, sente-se muito das cousas sertanejas. Nessa prodigiosa polifonia que é a nº 1, conseguida apenas com oito violoncelos, está nítido o panorama das caatingas, sob o galope dos touros bravos e dos vaqueiros. Julgamos que nessa obra mestra do artista, vive o mistério que povoa a alma do sertanejo. Só depois que Villa-Lobos nos contou como havia encontrado esses elementos melódicos à maneira de Bach, em plenos sertões”.


Kiefer nos socorre, esclarecendo: Villa "escreve à moda de Bach e brasileiramente!" E explica: primeiramente, Villa voltava, a partir das "Bachianas" 1 e 2, a escrever obras tonais com armadura de clave. Esse procedimento, bastante comum em música tonal ou modal, não vinha sendo empregado pelo compositor mesmo quando trabalhava em outras releituras de temas populares. Porém, a simples presença de armadura de clave em Villa não implicava necessariamente em música tonal. Nas "Bachianas", também é constante a simplicidade e o emprego de métodos muito próximos da tradição musical.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Elis Regina - a voz do Brasil

Olá amigo, tudo bem com você? 

 Se estivesse viva, Elis Regina Carvalho Costa ou, simplesmente, ELIS REGINA faria 70 anos de idade no dia 17 de março. Mas o que dizer desta estonteante cantora de interpretações versáteis, verdadeiras, emocionantes. Para homenagear a VOZ do Brasil, apresento o especial, gravado pela TV CULTURA, em 1973. Clique aqui para assistir. Segure o queixo, senão ele pode cair.

segunda-feira, 16 de março de 2015

"Caminhando", um hino com data de validade vencida

Olá, meu amigo, tudo bem com você?

O domingo do dia 15 de março de 2015 ficará marcada na recente história brasileira. Mais uma vez, o povo em peso saiu às ruas para protestar contra a presidenta DILMA, indignado com a CORRUPÇÃO e uns ainda defendendo a volta do MILITARISMO (que pra mim é um absurdo).

Em 1964, o povo brasileiro também saiu às ruas para protestar por um único propósito: defender sua liberdade e soberania como nação democrática, pois justamente os MILITARES deram golpe de estado, derrubando o então presidente João Gulart. E é neste clima de tensão que Geraldo Vandré apresenta um hino de resistência a ditadura militar: "Pra não dizer que não dizer das flores". Em 1968, a canção fica em segundo lugar no FESTIVAL INTERNACIONAL DA CANÇÃO, promovido pela Rede Globo de Televisão. "Sábia" de Chico Buarque e Tom Jobim, ganhara o prêmio com resposta negativa do público presente ao estádio do Maracanãzinho que definitivamente preferia "Caminhando" (apelido dado a canção de Vandré). A canção foi censurada, sua execução proibida por durantes  anos, seu compositor perseguido, torturado e exilado.

Aí fico pensando, uma obra-prima como esta venceu a sua validade, ela não se enquadra em nada aos anseios deste povo que saiu às ruas. Aliás, que anseios são estes que uma parcela dos protestantes pede a intervenção militar e a sua volta ao poder? A mesma nação que uma vez brigou por sua liberdade democrática agora, anos depois, pede a sua castração? Que Brasil é este que vivemos?

Pois bem, hoje não temos hino, não temos ideais, não temos futuro, e o "pior", do passado não aprendemos NADA!

Pra quem não conhece, assista ao vídeo.



terça-feira, 10 de março de 2015

Morre aos 90 anos, Inezita Barroso, a diva da música raiz brasileira

Olá, meus amigos, tudo bem com vocês?

O Centro de Capacitação Musical não poderia de homenagear a diva da música raiz (sertaneja): a cantora e apresentadora Inezita Barroso. Ela faleceu na noite deste domingo (8), aos 90 anos, segundo informou a assessoria do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Inezita estava internada desde 19 fevereiro e completou 90 anos no último dia 4 de março. Ela deixa uma filha, Marta Barroso, três netas e cinco bisnetos.
Em dezembro, a cantora foi hospitalizada  após cair dentro da casa em que estava hospedada em Campos do Jordão, no interior de São Paulo. Na ocasião, de acordo com o hospital, ela teria caído da cama e apresentava dores nas costas.
Inezita Barroso é considerada uma das principais cantoras da música sertaneja brasileira. É reconhecida como a mais antiga e mais importante expressão artística da música caipira no País. Ela nasceu em São Paulo e fez carreira no rádio e na televisão, além de passagens pelo cinema e teatro, onde atuou e produziu espetáculos musicais. Em novembro de 2014, ela foi eleita para ocupar uma das cadeiras na Academia Paulista de Letras.
Inezita Barroso (Foto: Arquivo / G1 / Valéria Gonçalvez / Estadão Conteúdo)
Mas foi dois anos depois que vieram dois de seus maiores sucessos. Ela gravou "Marvada pinga", de Cunha Jr; e "Ronda", de Paulo Vanzolini. Em 1954, passou a apresentar programas sobre folclore. O ano de 1958 foi o da gravação de "Lampião de gás". Ao todo, lançou 80 discos, com mais de 900 músicas.
Inezita estreou como atriz no filme "Angela", de Tom Payne e Abílio Pereira de Almeida, em 1950. Três anos depois, participou dos filmes "Destino em apuros", de Ernesto Remani; e "Mulher de verdade", de Alberto Cavalcanti. Esteve também em "É proibido beijar", de Ugo Lombardi e "O craque", de José Carlos Burle. Outra produção em sua filmografia foi "Carnaval em lá maior", de Adhemar Gonzaga.
Ignez Magdalena Aranha de Lima nasceu em 4 de março de 1925, em São Paulo. Ela começou a cantar aos sete anos e, aos onze, passou a estudar piano. A carreira ganhou força já durante os anos 40, quando cantava músicas folclóricas compiladas por Mário de Andrade, na Rádio Clube do Recife. Em 1950, começou a atuar na Rádio Bandeirantes.
O primeiro disco veio em 1951, com músicas como "Funeral de um Rei Nagô" e "Curupira”.

Inezita barroso (Foto: Arquivo / G1 / José Patrício / Estadão Conteúdo)
Além da música e das artes cênicas, Inezita se graduou em Biblioteconomia e, de 1982 a 1996, deu aulas de Folclore na Universidade de Mogi das Cruzes. A partir de 1983, ela se tornou professora na Faculdade Capital de São Paulo. Em 1956, publicou o livro "Roteiro de um violão".
Ela continuou gravando programas de TV e lançando músicas. Para as novas gerações, era mais conhecida como a apresentadora do programa "Viola, minha viola", no ar na TV Cultura desde 1980. Os primeiros apresentadores foram Moraes Sarmento e Nonô Basílio, mas logo ela começou a participar. Depois, passou a apresentar sozinha.
fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/musica/noticia/2015/03/morre-em-sp-cantora-inezita-barroso.html

domingo, 8 de março de 2015

Centro de Capacitação Musical - um pouco sobre mim

Olá, meu amigo, tudo bem com você?

Bem, sou Eduardo Frois, músico, compositor, arranjador, curador do CARAGUÁ JAZZ FESTIVAL, formado pela EMESP (Escola de Música do Estado de São Paulo) e pela EM&T (Escola de Música e Tecnologia). Especializei-me em docência em música pela FMU. Realizei a criação da trilha sonora de diversos espéculos teatrais e curtas-metragens em   Caraguatatuba. Durante vários anos fui Professor de Violão das Oficinas Culturais da Fundação Educacional e Cultural de Caraguatatuba. Durante minha vida profissional participei de diversas bandas em vários estilos musicais no Litoral Norte Paulista, participando de Mostras, Concursos e Festivais. Fui regente da Orquestra de Câmara de Violões de Caraguatatuba. Atualmente sou Professor do Projeto Guri – Polo Caraguatatuba e regente de Fanfarra do Município de Caraguatatuba. Atuo como colaborador em inúmeros projetos políticos-culturais e  criador do projeto Caraguá Jazz Festival, atuando como curador de suas 1ª e 2ª edição. Em 2015, realiza a Curadoria de sua 4º Edição.