CURSOS LIVRES DE MÚSICA

terça-feira, 15 de setembro de 2015

A HISTÓRIA DA MÚSICA E SUAS FORMAS - idade média

IDADE MÉDIA.


A igreja Católica foi a principal responsável pela reunificação da Europa, após a queda do Império Romano. E para cristianizar os povos, utilizou-se inclusive de uma forte arma: a música. A história da música Ocidental, portanto, inicia-se exatamente dentro da Igreja, onde os textos sacros passaram a receber música. Mas seus primeiros exemplos influenciados pela música de várias culturas como a judaica, a greco-romana e a dos primitivos povos europeus perderam-se para sempre. Isso porque a representação gráfica dos sons através de partituras só seria aperfeiçoada bem mais tarde.
Música sacra medieval por excelência é o canto Gregoriano ou Cantochão, organizado pelo papa Gregório (540-604). Esse gênero de música tornar-se-ia um dos mais requintados e sábios produtos da nossa cultura. O canto Gregoriano é uma sucessão de longas melodias cantadas em conjunto por padres e fiéis no interior das igrejas, integrando as cerimônias religiosas. Suas curvas suaves e o seu tom declamatório produzem uma atmosfera quase hipnótica.
Durante vários séculos, o Cantochão foi monódico, quer dizer, possuía uma única linha melódica cantada em uníssono, sem qualquer tipo de acompanhamento. Depois, principalmente a partir do séc. XI passou a ser empregado em experiências polifônicas, com várias vozes distintas sendo sobrepostas umas às outras.
As vidas do Santo, as Canções de Gesta, os Dramas Litúrgicos, os Autos Profanos, assim como várias formas de dança, também são frutos da Idade Média. Entretanto, foi no domínio da canção que essa época nos deixou exemplares de uma beleza tão forte que é capaz de nos emocionar ainda hoje.
A partir do séc. XI várias gerações de poetas-cantores dedicaram-se a esse gênero. Através de canções, eles faziam declarações de amor ou de escárnio, protestavam contra a guerra ou contra o nobre, falavam da natureza e dos sentimentos que alimentam os homens de todos os tempos.
Grandes compositores de canções foram os trovadores provençais do Sul da França. Estes seriam, pouco mais tarde, seguidos pelos troveiros do Norte da França e pelos Mestres Cantores das regiões germânicas. Até mesmo os primeiros poetas da Literatura Portuguesa sofreram a sua influência.
É que, contrapondo-se ao seríssimo universo da música sacra feita para colocar os fiéis em contato com Deus os trovadores profanos desenvolveram, como disse Ezra Pound, "uma arte entre a literatura e a música", extremamente voltada para as dores e também para os prazeres da vida.

Belo exemplo de Canto Gregoriano é puer natus est nobis (um menino nos nasceu), que serve de introdução solene à terceira das missas do Natal, a luminosa Missa do dia. Comemorando o nascimento de Jesus, esse cântico foi escrito sobre um modo eclesiástico - antiga escala de sete sons - então considerado alegre, jubiloso. Nele, uma antífona retirada de Isaías enquadra um curto versículo do livro dos Salmos. Apesar de seus primeiros manuscritos datarem do séc. X, sabe-se que essa música é bem mais antiga. Seu texto diz: "Um menino nos nasceu, um filho nos foi dado; a sabedoria repousará sobre seus ombros e ele se chamará Anjo do grande conselho. Cantai ao Senhor um cântico novo, porque ele operou maravilhas".

O Canto Gregoriano exerceu grande influência sobre a música profana medieval. Prova disso é Pax in nomine Domini! (paz em nome do Senhor!) de Marcabru, um dos mais antigos trovadores provençais do Sul da atual França, que produziu durante a primeira metade do séc. XII. A canção faz referências a uma cruzada contra os mouros e seu texto vai da súplica a Deus à condenação dos homens, que o poeta-músico considerava "degenerados". Crítico violento dos costumes de seu tempo, Marcabru foi descrito assim, em uma saborosa biografia surgida depois de sua morte:
'Foi muito famoso e andou pelo mundo e foi temido por sua língua e foi tão maldizente que finalmente o mataram os castelãos de Guyenne, dos quais havia dito muito mal".


Kanenda Maya (primeiros dias de Maio) é outra canção trovadoresca bastante peculiar. Por um lado, baseia-se em uma dança, uma movimentada estampida que o compositor parece Ter ouvido no castelo de Montferrat, tocada por um grupo de músicos em suas vielas, seu texto trata de dois dos mais queridos temas dos artistas da Provença: o amor cortês, no qual o trovador sublimava a sensualidade ao colocar-se diante da amada como um vassalo, e a chegada da primavera, instante de renovação da natureza e de revigoração da forças vitais. Seu autor é Raimbaut de Vaqueiras, do qual pouco se sabe, além do fato de Ter vivido entre o final do séc. XII e o início do século seguinte.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

A HISTÓRIA DA MÚSICA E SUAS FORMAS - introdução

Olá, meus amigos, tudo bem com vocês?

A partir de hoje, vamos aprender um pouco sobre a história da música.

Cada postagem irá privilegiar um período da história da música, desde a música medieval até a música feita nos dias de hoje.

Acompanhe.

Um forte abraço

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INTRODUÇÃO

A História da Música Erudita do Ocidente é muito rica, fruto de mais de mil e quinhentos anos de atividade intensa e jamais interrompida. Percorrer esse panorama é fazer uma espécie de viagem sonora repleta de informações e de emoções únicas .Essa aventura leva-nos dos mosteiros da Idade Média aos estúdios e laboratórios da atualidade . Carrega-nos das austeras composições musicais escritas anonimamente por monges em seus refúgios aos complexos processos de invenção de hoje, às vezes criados até mesmo por computadores.
Essa música acompanha e valoriza a História da Cultura do Homem Ocidental, concretizando suas muitas e mutáveis maneiras de sentir e de pensar.
Através dela, os artistas de todos os tempos extravasaram suas fantasias e sonhos, fizeram depoimentos, simbolizaram os seus contatos com Deus, deixaram retratos do momento em que viveram. Através dessa música, muitas vezes esses artistas construíram labirintos cheios de enigmas só compreendidos bem mais tarde.
A História da Música Erudita Ocidental é única, inteiramente diferente da de todas as outras civilizações. Desde os seus inícios - e ela começou com a cristianização da Europa - demonstrou ser uma atividade bastante intelectualizada, pensada. Até esse momento, praticamente toda da música inventada pelo Homem era mais ou menos improvisada e baseava-se na tradição oral, passada de geração a geração através do contato social entre os indivíduos de uma mesma coletividade.
Com o Cristianismo, a música passou também a ser escrita, representada em pergaminho ou papel. Foi então, a primeira vez que os compositores puderam, além de ouvir a sua própria música, "ver" os sons colocados no papel.Isso mudou tudo.
Antes, a música era uma arte que se dava no tempo: o tempo gasto para se tocar ou dançar uma dança. No Ocidente, ela ganhou mais uma dimensão - a do espaço.

Anteriormente, ela fluía como corre o rio. Depois, passou também a ser cristalizada sobre o papel, como se o rio tivesse sido fotografado em todos os seus detalhes, deixando ver até mesmo os menores peixes dentro da água.Isso foi de uma importância enorme. Passou-se a pensar que a música poderia ser cantada e tocada sempre da mesma maneira. E quando alguma coisa não soava bem ou, então, alguém desejava inventar alguma novidade, lá estava a partitura, a sua representação gráfica, para auxiliar a imaginação dos compositores. A partir daí, fazer música passou ser algo muito sério, da responsabilidade de verdadeiros especialistas. Estes criaram leis para organizar e encadear os sons. A música, assim, transformou-se em uma linguagem.


sexta-feira, 11 de setembro de 2015

CCMUSICAL AGORA NO WHATSAPP

Olá, amigo, tudo bem?

Quero anunciar uma SUPERNOVIDADE para você? Agora o CCMUSICAL (canal que trata de educação musical) tem agora um grupo no WHATSAPP. 

A ideia é aumentar a interatividade daquele que acompanha o canal pelo YOUTUBE (https://www.youtube.com/user/CCMusical1) e pela a fanpage do FACEBOOK (https://www.facebook.com/CCMusical). 

Se você quiser fazer parte do grupo, comente seu número de whats para ser adicionado. 

Um forte abraço e até mais
Eduardo Frois.

domingo, 6 de setembro de 2015

O ouvido absoluto

fonte: FLAUTADOCEBR

A conexão entre o ouvido absoluto e a aquisição da língua materna
Por Jessica Jenkins Davis
Adaptação para português: Gustavo de Francisco


Seguindo o princípio que “assim como todas as crianças adquirem a habilidade de falar sua língua materna, qualquer criança que for treinada adequadamente pode desenvolver a habilidade musical,” Dr. Shinichi Suzuki desenvolveu uma nova abordagem para a educação musical, e isto transformou a maneira com que a música era ensinada. É importante a todos nós como professores de música, que não fiquemos restritos apenas nas idéias de um único educador ou método, mas sim que consideremos outras pesquisas para defender e orientar os nossos próprios métodos de ensino. Ouvir música em casa, assim como iniciar o estudo musical bem cedo, são dois aspectos da abordagem Suzuki que encontra respaldo em pesquisas científicas recentes. Pesquisas sobre ouvido absoluto e línguas tonais confirmam que a habilidade musical e a aquisição da linguagem, idéia do Dr. Suzuki, estão conectadas.

Ouvido Absoluto

Não seria maravilhoso ouvir uma música pela primeira vez e conseguir saber exatamente quais notas foram tocadas? Essa habilidade, conhecida como ouvido absoluto, é a habilidade de reconhecer e reproduzir uma nota (ou altura) sem nenhuma referência. Apenas uma entre dez mil pessoas possuem o ouvido absoluto, e esta habilidade é geralmente associada a muitos músicos famosos, de Beethoven a Yo-Yo Ma. Pesquisadores nas áreas de psicologia e música têm estudado como as pessoas adquirem esta habilidade e também sua relevância para músicos modernos. Muitos educadores e músicos têm tentado ensinar a eles mesmos, e também seus estudantes, a desenvolver esta habilidade, porém geralmente sem sucesso. Pessoas com ouvido absoluto podem cantar ou identificar notas rapidamente, praticamente sem pensar a respeito, comparado à simples habilidade de identificar as cores; a maioria das pessoas com ouvido absoluto não lembram como adquiriram esta habilidade (1).

A idade é um fator importante no desenvolvimento do ouvido absoluto. Num estudo recente, crianças muito novas com oito meses de vida foram capazes de executar tarefas que requeriam o reconhecimento da altura absoluta de sons (2). Em uma avaliação onde participaram mais de seiscentos músicos, foi encontrado que 40% dos músicos que começaram a estudar música antes dos 4 anos de idade desenvolveram ouvido absoluto, enquanto apenas 2,7% dos músicos que começaram os estudos depois dos 12 anos de idade desenvolveram esta habilidade (3). Estas estatísticas mostram que há uma correlação entre o desenvolvimento do ouvido absoluto e a idade em que a criança começa a aprender música.

Uma pessoa normal consegue cantarolar músicas conhecidas em alturas muito próximas da tonalidade original, mas é incapaz de verbalizar o nome da tonalidade em que está cantando (4). Isto demonstra que humanos têm uma excelente e confiável memória para alturas sonoras, porém a maioria das pessoas é incapaz de identificar uma nota com um nome. A Dra. Diana Deutsch compara esta falta de habilidade com a anomia de cor, que é a habilidade de reconhecer mas não nomear as cores. Existem apenas 12 notas na oitava, e as pessoas sem ouvido absoluto podem reconhecer que estas notas são diferentes e que são familiares, porém não podem dar nomes às notas. Nos dias de hoje, alguns pesquisadores acreditam que o ouvido absoluto precisa ser desenvolvido nos primeiros anos de vida, e está diretamente relacionado com as partes do cérebro responsáveis pela aquisição da linguagem. Recentemente, pesquisadores têm especulado que desenvolver o ouvido absoluto é similar a desenvolver as nuances ou sotaques da língua materna (5).

Falar naturalmente:
O aprendizado da língua e o ouvido absoluto

Pessoas que tem o vietnamita ou o mandarim como línguas maternas usam alturas específicas enquanto pronunciam palavras. Por exemplo, em mandarim, a palavra “ma” significa mãe quando falado em uma altura, é cânhamo ou linho quando falado em outra altura(6). Também descobriram que a altura usada na fala destas pessoas não é determinada pelas características físicas da pessoas como altura e peso por exemplo, mas sim, pela comunidade em que esta pessoa vive. Em um estudo a respeito de linguagens tonais, vietnamitas foram convocados a recitar a mesma lista de palavras em dois dias diferentes, e a experiência foi gravada para comparar se eles usavam as mesmas notas durante a fala em diferentes dias. Foi provado que a sua pronúncia em diferentes palavras era muito consistente, e a maior parte do tempo havia uma diferença menor que um semitom entre os dois dias. Como as línguas tonais associam cada palavra a uma nota específica, acredita-se que eles desenvolveram uma forma de ouvido absoluto (7).

Em resposta a estas descobertas, pesquisadores criaram uma hipótese que a habilidade de associar as alturas da fala com nomes é geralmente adquirida no primeiro ano de vida, durante o “período crítico” – que chamarei de janela de aprendizado – que as crianças adquirem as habilidades da fala (8). Este período é determinante no desenvolvimento do indivíduo, onde ele ou ela tem uma maior capacidade para o aprendizado de determinadas habilidades, como a habilidade de aprender sua língua materna. Se o ouvido absoluto pode ser desenvolvido durante esta janela tão pequena ligada à aquisição da língua materna, então é possível que o ouvido absoluto seja uma evolução a partir da fala ao invés de ser uma habilidade musical. Estas descobertas mostram que a aquisição da linguagem deve estar mais associada à habilidade musical do que cientistas acreditavam previamente. Esta teoria confirma aquilo que o Dr. Suzuki acreditava, que a habilidade musical se desenvolve da mesma forma que o aprendizado da língua materna.

Dificuldades na aquisição do ouvido absoluto

Mesmo não sendo impossível, é sempre desafiador para um adulto a aprender um segundo idioma, por que a janela para a aprendizagem da língua já acabou. Do mesmo modo, comparando com os adultos, é mais provável que uma criança readquira a habilidade de falar após um dano ou injúria cerebral (9). Cientistas acreditam que isto é devido à janela de aprendizagem. Na intenção de ensinar ouvido absoluto para adultos, algumas pessoas aumentaram sua capacidade de reconhecer notas, mas nenhuma delas chega à taxa de acerto de alguém que tenha ouvido absoluto.

Então, por que aqueles que não falam um idioma tonal desenvolveram ouvido absoluto sem serem expostos ao nome das notas antes de 1 ano de vida? Acredita-se que algumas pessoas têm esta janela de aprendizagem da língua maior, além do primeiro ano de vida, e isto possibilita que estes memorizem os sons um pouco mais velhos, quando ainda eram jovens estudantes de música. Esta predisposição para uma janela de aprendizado maior pode ser associada à genética e possivelmente conectada à organização cerebral. Ouvido absoluto é encontrado geralmente dentro de famílias, e mesmo entre irmãos, sugerindo que exista uma ligação genética para uma janela de aquisição da linguagem excepcionalmente longa. Músicos com ouvido absoluto tendem a possuir uma forma não usual de estrutura cerebral. Foi encontrado que pessoas com ouvido absoluto têm maior assimetria do lado esquerdo da parte do cérebro responsável pelo processamento da fala (10). Novamente, estas descobertas indicam uma conexão entre o ouvido absoluto e o desenvolvimento da linguagem.

E como isso pode afetar pais e professores?

Existe um grande debate entre os músicos sobre o real valor do ouvido absoluto. Alguns dizem que adorariam ter ouvido absoluto, enquanto outros que têm desejariam de não ter. Mesmo que alguns dos grandes músicos sejam conhecidos por ter ouvido absoluto, esta habilidade não torna ninguém melhor do que outros no que diz respeito à performance musical. Além do mais, alguns músicos com ouvido absoluto cometem erros de oitava ao dar nome às notas, ou têm sérios problemas para tocar em ambientes de afinação não estável ou em outras referências (como em A=415Hz na música antiga, por exemplo), e têm dificuldade em tocar em tons não originais. Muitos músicos acreditam que ter um ouvido relativo muito bom, ou entender sobre as distâncias e relações entre as notas, é uma habilidade muito mais útil para se adquirir.

Como pais e professores, é importante entender como as pesquisas que estão sendo feitas em outras áreas fora da música podem ajudar na nossa maneira de ensinar e entender a música. Pesquisas sobre o desenvolvimento do ouvido absoluto relacionando-o com o aprendizado da língua materna fortalecem a idéia do Dr. Suzuki que “a habilidade musical não é um talento inato, mas sim, uma habilidade que pode ser desenvolvida”. É nossa função, como pais e professores, estimular os talentos das crianças, e a entender que toda criança é capaz.

Notas
D. Deutsch, M. Dolson, and T. Henthorn, “Absolute pitch, speech, and tone language: Some experts and a proposed framework,” Music Perception: An interdisciplinary Journal, 21 (2004): 339-356
J. R. Saffron and G.J. Griepentrog, “Absolute pitch in infant auditory learning: Evidence for developmental reorganization”, Developmental Psychology, 37 (2001): 74-85
D. Deutsch, “The puzzleof absolute pitch”, Current directions in Psychological Science, 11 (2002): 200-204
Halpern, A. R. “Memory for the absolute pitch of familiar songs”, Memory and Cognition, 17 (1989): 572-581
Deutsch, Current directions in psychological science, 11
Deutsch, Current directions in psychological science, 11
Deutsch, et al., Music Perception: An interdisciplinary Journal, 21
P. W. Jusczyk, A. D. Friederici, J. Wessels, V. Y. Svenkerud, and A. M. Jusczyk, “Infants’ sensitivity to sound patterns of native language words”, Journal of memory and language, 32 (1993): 402-420
Deutsch, et al., Music Perception: An interdisciplinary Journal, 21
G. Schlaug, L. Janckem, Y. Huang, and H. Steinmetz, “In vivo evidence of structural brain asymmetry in musicians”, Science, 267 (1995): 699-701
K. Miyakazi, “Absolute pitch as inability: Identification of intervals in a tonal context”, Music perception: An Interdisciplinary Journal, 11 (1993): 55-71

Jessica Jenkins DavisJessica Jenkins Davis dirige o programa suzuki de cordas no Meredith College em Raleigh – North Carolina, e é candidata ao doutorado em educação musical na University of North Carolina em Greensboro. Jessica começou seus estudos em San Diego – California, como violinista suzuki. Do rol de professores, incluem Melissa Reardon, Philip Tyler, Mary Gerard e Shirley Stafford. Ela escreveu muitos artigos sobre os benefícios da educação musical, e está empenhada a trazer a alegria da música na vida do maior número de crianças possível.

Para saber mais sobre o Método Suzuki no Brasil, entre em contato com o Centro Suzuki de Educação Musical, pelo endereço http://www.centrosuzuki.com.br/. O Centro Suzuki oferece atualmente cursos de flauta doce, flauta transversal, violino, viola, piano, violão e sensibilização musical para bebês e crianças.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Indústria do “forró eletrônico” é o retrato de um Brasil cretino


Já não consigo mais me surpreender com o fato de um sujeito completamente desprovido de talento como esse tal de “Wesley Safadão” ter gravado um DVD ao vivo em Brasília perante 40 mil pessoas. Também não me espanto ao ver um sujeito completamente despreparado intelectualmente como esse tal de “Pablo” exibir a sua “sofrência” em programas de TV. Hoje em dia é bastante óbvio verificar o quanto a música de péssima qualidade - em TODOS os sentidos – conseguiu invadir todos os espaços midiáticos que você imaginar, a ponto de presenciarmos a todo instante o quanto a riquíssima e legítima cultura regional do país está completamente diluída. Já escrevi artigos anteriores em que abordei o assunto - que você pode ler aqui e aqui -  e continuo a não compactuar com isto.
Por conta desta situação, é desesperador sacar que pelo menos duas gerações de brasileiros estão cercadas por todos os lados por estilos em que NADA – repito: NADA! – é aproveitável. Do tal “funk” ao “pagode xexelento mela cueca e isca de periguete”, do sertanejo “universitário dor de corno” ao tal “forró eletrônico”, o que se vê e ouve é uma tsunami de lixo musical inédito na história da música brasileira.
Voltando ao início de texto, vamos pegar o exemplo deste tipo de “forró eletrônico” que é uma verdadeira ofensa para quem curtiu e viveu a época em que este gênero tinha nomes tão incríveis como Jackson do Pandeiro, Marinês, Trio Nordestino, Dominguinhos e, claro, Luiz Gonzaga, entre tantos outros de igual valor. Para a verdadeira manada de zumbis em que se transformou o Brasil, Wesley Safadão, Pablo, Aviões do Forró e outros representam componentes de um imenso caldeirão, em que aberrações musicais se misturam a esquemas “esquisitos” de divulgação e agendamento de shows, com a formação de cartéis de empresariamento que levam a um monopólio prontamente aceito por rádios e TVs espalhados pelo Brasil. Tudo exatamente como ocorre no tal “funk” e no “sertanejo universitário” e ocorria no auge do “pagode” e da “axé music” nos anos 90. Os tempos são outros, mas as táticas são as mesmas…
Foi justamente na década de 90 que o tal “forró eletrônico” surgiu, de certa forma como uma resposta justamente ao então financeiramente rentável universo da axé music. Bastava botar um único sujeito cantando e tocando um teclado de modo canhestro e cercado por duas bailarinas gostosas – como esquecer de Frank Aguiar e seus imitadores? – para se anunciar um “show de forró”. Esquema barato que rendia lucros enormes.
Depois a coisa foi ficando mais gananciosa, com grupos sendo formados com o mesmo esquema – cantor medíocre, tecladista “qualquer nota” tocando instrumento com tudo programado e pré-gravado, mais bailarinas gostosas – e rios de dinheiro surgindo de uma extensa agenda de shows baratos e esquemas de divulgação “esquisitos”. Foi a época em que aberrações musicais como Mastruz com Leite, Calcinha Preta e Aviões do Forró chegaram às rádios e TVs. Tudo em um esquema muito bem montado em termos financeiros, que continua a valer até os dias de hoje, com milhares de grupos pavorosos e bailarinas cada vez mais ousadas em suas safadezas. Com a conivência de um público a cada dia mais retardado, é claro…
Minhas críticas são pertinentes? Aí é com você. Só não leia estas palavras como sendo um pensamento moralista de um velho ranheta. Tenho inúmeras qualidades terríveis, menos esta. Você pode dizer que sou um “preconceituoso saudosista elitista” ou algo do gênero. Dane-se. Enquanto eu tiver voz e a capacidade de digitar algumas letras, vou continuar me recusando a abaixar a cabeça para um futuro popularesco do qual jamais serei cúmplice. Se você pensa o contrário e deseja que seus filhos vivam em um ambiente em que ter um mínimo de cultura é uma ofensa, o problema é todo seu.
Pense nisto.

domingo, 30 de agosto de 2015

O que aconteceria se pessoas comuns pudessem controlar uma das melhores orquestras do mundo? Veja!

É possível que, assim como eu, você já deve ter se perguntado como ummaestro consegue reger uma orquestra com aqueles gestos com a batuta.
Pessoas normais que não sabem nada de música clássica ficam hipnotizadas com a harmonia que esses músicos conseguem tocar… e tudo isso graças ao maestro. Agora imagine o seguinte: e se pessoas normais, como você e eu, regessem uma orquestra?
Fizeram essa experiência nas ruas de Nova York e o resultado ficou muito melhor do que eu imaginava. Clique no play abaixo e assista como foi esse experimento maluco.


sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Como tocar notas agudas

Quer tocar agudos? Como não perder o seu apoio.


fonte: Dicas
Artigo escrito por, ninguém menos que ele, Maynard Ferguson, para a revista DownBeat, na edição Julho/93.
Parece que todos os trompetistas iniciantes, assim que conseguem tirar algum som, possuem a irresistível urgência em ver o quão agudo conseguem tocar. Quando você aplica o registro mais alto no improviso do jazz, o objetivo é que não se perca nada de sua articulação. O som, ataque e a "soltura" são muito diferentes se você é predominantemente um 1º trompetista/lead, em uma situação físicamente exigente. É difícil pra um lead de grade poder para tornar-se um grande jazzista, mas alguns o fazem.
O que nós sobressaímos está fortemente ligado a onde gastamos o nosso tempo. Se a maior parte do nosso tempo de performance e prática é os registros médios e agudos, este é o tipo predominante de trompetista que você vai ser, por que, artisticamente, é onde você aprecia/desfruta mais o instrumento. Mas, para aqueles que aspiram a melhorar o seu registro agudo, estes devem extendê-lo na mesma maneira que um grande cantor de ópera extende o seu registro mais alto. Cantores de ópera que "piam"/guincham não possuem muita demanda. Não se permita ser marcado como um trompetista desse tipo.
Algo que eu fazia no começo, para aumentar meu alcance, era tocar belas melodias que eu estava familiarizado e que gostava. Devo advertir que a balada que você escolher deve possuir uma melodia alongada. Fazendo desta maneira, você se livrará daqueles, chatos, exercícios de notas longas que os trompetistas tão odeiam.
Então, pratique tocando a mesma melodia uma terça menor acima - algumas vezes com vibrato, outras vezes sem. Pare de tocar assim que você perder qualquer parte da beleza que tinha no tom mais grave. No momento em que soar cansado/esticado/tenso, pare e descanse. Então toque de novo, ainda na terça menor, até que sinta totalmente natural e lírico/sentimental. Eventualmente, tente uma quinta, sempre sem aumentar a intensidade. Uma coisa muito importante acontece: conforme você começa a pensar neste novo tom como o normal, você vai ter elevado o centro do seu alcance tanto mentalmente como fisicamente.
O Miles Davis uma vez me perguntou o que estava fazendo de errado no registro agudo. "Os seus pés", eu disse a ele.
"Droga", ele falou, indo embora. Ele me perguntou de novo mais tarde, e eu expliquei o que eu quis dizer. Veja um grande levantador de peso ou o Pavarotti em suas melhores/mais importantes performances - ambos estão exercendo uma grande energia. Seus pés estão firmemente "plantados", e eles estão igualmente equilibrados e balanceados em cada um. Para manter a energia fluindo, você precisa ficar em pé e sentar corretamente.
Assim que você usar a expressão "Eu tenho que aquecer meus lábios", você já cometeu um erro. É uma coordenação de mente e corpo que você precisa primeiro, e então controle da respiração. Eu sugiro simplesmente exercícios de respiração do Hatha Yoga. Estes exercícios te relaxam e aquecem. A coordenação não é boa quando acompanhada do nervosismo. Escolha apenas os exercícios que você se sinta confortável e, o mais importante, que você aprendeu com um professor de Hatha Yoga.
Depois que um certo nível de conhecimento e técnica foi alcançado, o artista dentro de você toma controle, e este é o ponto de tornar-se um músico. Mas o instrumento que você toca, é você mesmo. Você estuda, pratica, ouve, e devota a maior parte de suas horas acordado para melhorar a sua performance. A coisa importante a se perguntar é: "Como eu quero soar?" e não "Como quem eu quero soar?". Os sons que estão em seu coração e em sua cabeça são os sons que irão sair do seu instrumento.

Comentários: Muito interessante este artigo, e, creio, muito correto. Vamos por partes:
Já vi outros trompetistas (bons) recomendarem transpôr algumas melodias curtas para buscar a região aguda. Dessa forma, vamos gradativamente aumentando nosso alcance, sempre pensando na musicalidade (mesmo nos agudos, devemos pensar de forma musical), e claro, estudando também transposição e tonalidades. Pode-se subir de meio em meio tom uma melodia, ou subir de tom em tom, ou em terças, pegando sempre alguma tonalidade ainda não tocada. Até segunda eu ponho alguns links de materiais e exercícios sobre isso.
Quanto aos pés, este ano mesmo, em uma aula com o Charles Schlueter ele falou da importância da posição do corpo (e dos pés) enquanto tocamos (e vimos que isso fez diferença).
Quanto à Yoga, bem, posso dizer por experiência própria que alguns exercícios de respiração fazem muito bem (adquiri este livro). O Roger Ingram comentou em um post no Trumpet Herald que usa respiração de Yoga, e há uma video aula dele disponível para compra na internet (em ingles), e em seu livro, Clinical Notes on Trumpet Playing. Esta respiração também é chamada de Wedge Breath.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Técnica de caixa - Aula 3 - técnica de rebote

Olá, tudo bem com você?

Nesta aula você vai aprender a técnica de rebote ou 8 stroke (8's). É uma técnica muito especial utilizada por bateristas, caixistas de bandas marciais, fanfarras, drumline, drum corps, entre outros.

Bons estudos.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Técnica de caixa - aula 2 - Tradicional Grip

Olá, tudo bem com você?

Na segunda aula você vai aprender a pegada tradicional a ou tradicional grip. É uma técnica muito especial de mão esquerda muito utilizadas nas bandas marciais, fanfarras, drumline, drum corps, entre outros.

Bons estudos.